Ações / As árvores de Pinhalzinho
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Avenida Recife

Família: Anacardiaceae

Nome Popular: aroeira-salsa
Nome Científico: Schinus molle L

Distribuição geográfica: Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Domínios Fitogeográficos: Mata Atlântica e Pampa.

Tipo de Vegetação: Área Antrópica, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial) e Floresta Ombrófila Mista.

Forma de vida: Fanerófita

Hábito: Árvore 

Altura: 4-8 m

Diâmetro: 25-35 cm

Folha: Folhas compostas, sem estípulas, pêndulas, com 9-25 folíolos linear-lanceolados a lineares, subcoriáceos, glabros, de margem serreada, de 3-8 cm de comprimento.

Inflorescência: Inflorescências paniculatas terminais e axilares; flores amareladas, pouco vistosas, actinomorfas, diclamídeas.

Fruto: Frutos drupas globosas vermelhas.

Fenologia: Floresce de agosto a novembro. A maturação verifica-se em dezembro-janeiro, permanecendo, contudo, na árvore até março.

Grau de ameaça: _

Observação:  Árvore perenifólia, heliófita, suportando contudo, sombreamento mediano promovido por outras árvores. Ocorre principalmente em solos secos e arenosos, adaptando-se com facilidade a terrenos de baixa fertilidade e pedregosos. É altamente tolerante à seca e resiste às geadas. É encontrada em beira de córregos e matas, predominantemente em áreas de campo, porém sua frequência em todos os locais é baixa. A árvore é muito ornamental, sendo amplamente empregada no paisagismo em geral e, devido ao seu pequeno porte, principalmente na arborização de ruas estreitas e sob redes elétricas. 

Bibliografia Consultada

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa: Instituto                Plantarum. 2008. v. 1 384 p. 

Anacardiaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB4398>. Acesso em: 05 Mar. 2020







Família: Araucariaceae

Nome Popular: araucária
Nome Científico: Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze

Distribuição geográfica: Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Domínios fitogeográficos: Mata Atlântica

Tipo de vegetação: Campo de Altitude, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila Mista.

Forma de vida: Fanerófita

Hábito: Árvore

Altura: 20-50 m

Diâmetro: 90-180 cm

Folha: Folhas aciculadas, coriáceas, glabras, de 3-6 cm de comprimento. 

Inflorescência: A planta feminina forma cones (pinhas) globosos com até 20 cm de diâmetro e podendo produzir até 150 sementes (pinhões) em forma de cunha. A planta masculina forma cones alongados (sabugo) de até 15 cm de comprimento por 4 cm de diâmetro que produzem o pólen. A polinização é feita pelo vento. 

Fruto: _

Fenologia: Variável conforme a região. Polinização geralmente de setembro a outubro (agosto-dezembro). O amadurecimento das pinhas concentra-se, principalmente, entre abril e junho (fevereiro-dezembro).

Grau de ameaça: Em perigo de acordo com os dados do Centro Nacional de Conservação da Flora. Na lista Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção do Estado de Santa Catarina aparece na categoria Criticamente em Perigo.

 Observação: O pinheiro no sul do Brasil, é verdadeiramente um marco paisagísticoe cultural de todo o planalto pela sua imponência e estrutura diferenciada. É a árvore símbolo do Paraná. Sempre chamou a atenção sua metamorfose estrutural, inicialmente de um pinheirinho de copa piramidal, usado em festas natalinas até sua forma adulta, única no planeta, em forma de umbela, com ramos curvos voltados para o céu. Essa diferença levou a população a acreditar erroneamente que a forma piramidal identificava o pinheiro fêmea, e a forma de umbela, o pinheiro macho. Na realidade, os indivíduos distintos são, ou femininos produzindo pinhões, ou masculinos produzindo pólen. Raros são os indivíduos que produzem, na mesma árvore, pinhões e pólen. Não é possível saber o sexo do pinheiro somente pelo porte, tronco ou folhas. Os pinheiros, ainda hoje encontrados, são os que restaram da grande devastação que a espécie sofreu até 1970, constituindo-se na base da riqueza e fortuna de muitos grupos econômicos até hoje existentes. A sua ocorrência atual restringe-se ao planalto basáltico, sempre em altitudes acima de 500 metros.

Bibliografia Consultada

BACKES, P & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de identificação e interesse ecológico. Porto Alegre: Instituto Souza Cruz – Clube da Árvore, 2002.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa: Instituto                Plantarum. 2008. v. 1 384 p. 

Iganci, J.R.V.; Dorneles, M.P. Araucariaceae in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB33971>. Acesso em: 05 Mar. 2020

CNCFlora. Araucaria angustifolia in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012. 2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Araucaria angustifolia>. Acesso em 10 setembro 2020.

Lista Oficial das Espécies da Flora Ameaçada de Extinção no Estado de Santa Catarina. Disponível em: file:///F:/backup%20trilha/Material%20para%20estudo/Flora/Lista%20das%20esp%C3%A9cies%20amea%C3%A7adas%20de%20extin%C3%A7%C3%A3o%20em%20SC.pdf Acesso em: 10/09/2020.







Família: Bignoniaceae

Nome Popular: ipê-roxo
Nome Científico: Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos    

Distribuição geográfica: Nordeste (Bahia, Ceará, Pernambuco), Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Domínios Fitogeográficos: Cerrado, Mata Atlântica, Pampa.

Tipo de Vegetação: Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial).

Forma de vida: Fanerófita

Hábito: Árvore

Altura: 10-20 m

Diâmetro: 40-80 cm

Folha: Suas folhas são compostas, opostas, digitadas, longamente pecioladas (até 8 cm) e com 5 ou 7 folíolos. Os folíolos são ovalados, oblongos ou elípticos, verde-escuros, subcoriáceos, glabros, com base obtusa a cuneada, ápice agudo a acuminado, margem serreada e medem de 2 a 5 cm de largura por até 12 cm de comprimento.

Inflorescência: As flores, zigomorfas, diclamídeas e hipóginas, de até 8 cm de comprimento, agrupam-se em panículas terminais multifloras. Apresentam cálice de tubo verde, com indumento amarelado e lóbulos violáceos. A corola é campanulada com 5 lobos, de coloração rosada ou violácea e garganta amarelada.

Fruto: O fruto são cápsulas septicidas, semelhantes à legumes, estreitas e compridas, de até 50 cm de comprimento, contendo inúmeras sementes aladas.

Fenologia: A floração ocorre de junho a setembro e a frutificação de setembro a novembro.

Grau de ameaça: _

ObservaçãoÉ ornamental e seu cultivo é indicado em áreas amplas, não devendo ser plantada sob fiação elétrica. Presta-se para plantios de enriquecimento, tanto em áreas de preservação permanente, quanto para fins comerciais. As flores são melíferas.

Bibliografia Consultada

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa: Instituto            Plantarum. 2008. v. 1 384 p. 

Curso de Dendrologia. Disponível em: http://plantasdobrasil.com.br/curso-de-dendrologia/handroanthus-heptaphyllus/ Acesso em: 16/09/2020.

Handroanthus in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB114085>. Acesso em: 16 set. 2020





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